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Recordações da minha prima Zélia (8)

areisdourado
28 de abr. de 2020
1 min de leitura

Atualizado: 6 de jun. de 2020

Trago lembranças de uns tempos idos,

Das noites barulhentas nas Arcadas,

Das fortes cerrações das madrugadas,

Das paixões, dos missais e dos cupidos.

A melodia que chegava aos ouvidos,

Dentro das brumas, no albor das alvoradas,

Lembrava a doçura das toadas,

E um dedilhar mais alto em sustenidos.

Nestes momentos tristes, penso em ti,

E uma saudade imensa, só por si,

Mata mais do que mata um vil punhal!

Mas tu estás distante e tão ausente

Diante da minha dor, que não presente

Fatalidade neste amor fatal!

 
 
 

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