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Lembranças de Livia Maria

areisdourado
10 de ago. de 2020
1 min de leitura

Foi aqui mesmo, no vetusto arco,

recostado às paredes das Arcadas,

no verde dos teus olhos, o meu barco

navegava, o meu barco nas lufadas.

Fitando as águas calmas, eu embarco

na náu, que me conduz águas passadas,

porto seguro, inicio e fim, o marco,

o marco inicial, fim de jornadas.

Adormecer no teu regaço ardente

é navegar em mar de calmarias,

sentindo o encanto do teu colo quente

e dos teus olhos-punhais, que num só dia

feririam o meu peito eternamente,

desde então eu morri Livia Maria.

Arcadas 3 de junho de 1977

 
 
 

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